Os setores mais visados por golpes de ransomware no Brasil

Educação, Governo, Varejo, Saúde … A lista não tem fim. Entre os segmentos analisados no Brasil com os mais elevados riscos de ataque ransomware — o vírus que sequestra dados importantes do computador ou do celular — o de Educação é o mais visado, segundo pesquisas de especialistas de segurança.

“As empresas do setor mais afetadas no Brasil foram as universidades”, explica o especialista da Trend Micro no país, Mario Monteiro. O ransomware voltado para empresas já é uma tendência que vem se estabelecendo como sendo mais lucrativo para hackers. Com dados sensíveis para o negócio, empresários acabam cedendo às investidas de golpistas e pagando o resgate em bitcoins para obter de volta planilhas, documentos, contratos e outros arquivos essenciais ao negócio.

Conforme dados levantados pela Trend Micro na América Latina com 500 empresas de médio e grande porte via questionário de identificação de riscos — sendo 300 corporações do Brasil e outras 200 de outros países da região — mais da metade das brasileiras pesquisadas (51%) disseram ter sido vítimas de um ataque no ano passado, sendo que 56% não contavam com a tecnologia adequada para monitoramento e detecção de comportamento suspeito na sua rede. Outras 54% responderam não possuir recursos para detectar criptografia não-autorizada — método usado por hackers neste tipo de golpe.

Os dez setores mais afetados no Brasil:

Educação
Governo
Retail – Varejo
Serviços
Infraestrutura (Energia, água, etc)
Saúde
Financeiro
Indústria
Telecomunicações
Transportes

De acordo com a Trend Micro, o ranking dos segmentos mais afetados se refere ao percentual de empresas atacadas com ransomware por setor. Ou seja, segundo levantamento da fabricante de antivírus, escolas, cursos e universidades foram as maiores vítimas na região nos últimos meses. Para evitar cair em golpes, o treinamento dos funcionários e a precaução dos empresários é fundamental.

Fonte: TechTudo

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Departamento de Jornalismo da PUC repudia capa da Veja

“É a revista Veja, não Lula, que pisoteia sobre o cadáver daquela que, durante oito anos, foi a primeira-dama de nosso país”, afirma nota divulgada hoje (13) pelo departamento de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) sobre a reportagem de capa da revista Veja deste fim de semana.

Com fundo rosa, a capa traz foto em preto e branco de Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, morta em fevereiro deste ano, e o título “A morte dupla”, referindo-se ao depoimento do ex-presidente à operação Lava Jato, na quarta-feira (10). A revista julga Lula negativamente por ter atribuído a Marisa decisões em relação ao apartamento tríplex do Guarujá, que não chegou a ser propriedade do casal.

“O que há de errado em atribuir à própria esposa e companheira uma decisão qualquer que afete a vida da família? Nada, absolutamente nada – a menos, é claro, que a revista parta da premissa de que as supostas ‘decisões’ atribuídas a dona Marisa tenham envolvido ações ilegais, e que Lula tenha se aproveitado do fato de que sua mulher está morta para jogar-lhe o peso da responsabilidade por tais supostas ações”, afirma a nota da PUC-SP.

“A revista, portanto, já fez o seu julgamento. Já lavrou a sentença condenatória: Lula adquiriu o tríplex como propina, e para se livrar da cadeia manchou a reputação de dona Marisa. Não contente com se antecipar à Justiça, assumindo o lugar do júri e do carrasco, a revista ainda se arroga o direito de interpretar as motivações mais íntimas de Lula, e expor a sua figura à execração pública da forma mais vil, covarde, inaceitável e desumana”, sustenta ainda a nota da universidade.

A PUC-SP conclui que “é a revista Veja, não Lula, que pisoteia sobre o cadáver daquela que, durante oito anos, foi a primeira-dama de nosso país. Ao atacar a memória de dona Marisa, a revista fere o sentimento de dignidade do povo brasileiro. A exposição de sua foto, na capa, cumpre a função de punir exemplarmente, a exemplo dos rituais da Sagrada Inquisição, uma mulher simples, do povo, que cometeu a ousadia de ocupar o Palácio do Planalto. A Casa Grande não perdoa”.

“Quando todos achavam que nenhuma vileza superaria a capa da própria revista Veja de 26 de abril de 1989, dedicada ao cantor Cazuza – ‘uma vítima da Aids agoniza em praça pública’ -, a revista prova, mais uma vez, que não há limites para a patifaria, para a infâmia e a ignomínia”, finaliza.

Rede varejista

A Marisa, rede varejista de roupas femininas, também aproveitou nesta sexta-feira (12) de forma abusiva o ensejo do Dia das Mães e do depoimento de Lula para explorar o que supostamente teria sido a intenção do ex-presidente de responsabilizar a mulher pelas decisões em relação ao tríplex. A empresa lançou nas redes sociais campanha que diz “se a sua mãe ficar sem presente, a culpa não é da Marisa”.

Especialistas em marketing e propaganda sabem que a estratégia de apelar para assuntos políticos que dividem a população é um tanto quanto arriscada. Enquanto contenta quem apoia a mídia tradicional, que neste caso ataca a figura de Lula, a campanha causa repulsa em quem não concorda com o pré-julgamento promovido pela mídia. A empresa, no entanto, prefere se colocar em evidência, ainda que isso traga prejuízo à sua imagem.

Esta não é a primeira vez que a rede Marisa se mostra questionável em suas práticas. A empresa já foi autuada pela Superintendência do Trabalho e Emprego de São Paulo, em março de 2010, acusada de ligação com o trabalho escravo de sul-americanos. A autuação ocorreu pelo fato de terem sido encontrados imigrantes em trabalho análogo à escravidão em oficinas de costura que a empresa contratava.

Dilma critica jornalismo de ‘Veja’: ‘desqualificado e grotesco’

A ex-presidente Dilma Rousseff também divulgou nota neste sábado, em repúdio à capa de Veja. Segundo Dilma, a revista “ataca covardemente” a memória de Marisa.

Confira a nota:

Uma das mais queridas figuras da história recente de nosso País, Marisa Letícia Lula da Silva faleceu em fevereiro, vítima de um persistente e injusto ataque. Feriram a ela, ao seu companheiro de vida, seus filhos, enfim, a toda a família. Uma mulher que amava seu País e tinha profundo compromisso com o povo brasileiro. Agora, mesmo depois de sua morte, continua sendo alvo da mais cruel perseguição pela mídia.

Não foi suficiente a devassa sofrida em seu lar, vasculhado por policiais, na vida privada invadida, na pressão sobre filhos e netos. Não bastaram os grampos injustificados e as acusações sem provas que corroeram sua saúde.

A revista Veja, desta semana, julga ser necessário ferir sua memória, atingindo tudo o que ela mais amou. Essa campanha perversa e sórdida de destruição da imagem do ex-presidente Lula usa do que há de pior no jornalismo para levantar as mais perversas calúnias e falsidades.

O Brasil não merece esse jornalismo desqualificado e grotesco. Se não a respeitaram em vida que a respeitem depois de morta.

 

Via: Rede TVT e Rede Brasil Atual

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MIRUNA GENOÍNO LANÇA LIVRO E DEBATE LINCHAMENTO MIDIÁTICO NO BRASIL

miruna genuíno

O linchamento midiático destrói reputações e tem se tornado expediente comum na política nativa. Ex-guerrilheiro do Araguaia e ex-presidente do PT, José Genoíno foi vítima desse processo, que teve forte impacto sobre a sua família. A experiência é tema do livro Felicidade fechada, escrito por sua filha, Miruna Genoíno, a ser lançado na quarta-feira (17), no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo. Na ocasião, a pedagoga participará de debate sobre o tema ao lado dos jornalistas Paulo Moreira Leite e Maria Inês Nassif.

A obra, publicada pela Editora Cosmos, contou com campanha de crowdfunding para garantir o seu financiamento. Como diz a página da campanha, “Felicidade fechada não é um livro sobre política, é um livro sobre a vida de uma família que sempre acompanhou com orgulho a trajetória, os sacrifícios, os desafios, de José Genoino, e que precisou se unir diante das muitas dificuldades: solidão, medo, abandono, tristeza, e que com isso, acabou encontrando amizade, solidariedade, generosidade e força para enfrentar com dignidade a injusta execração pública”.

Segundo Miruna, o livro registra os momentos vividos desde as primeiras denúncias até a prisão de seu pai, compartilhando a experiência e o sofrimento que enfrentaram nessa trajetória. A pedagoga também explica o título da publicação: “O título foi dado pela minha filha, Paula, quando contei a ela e a seu irmão Luis Miguel que estava escrevendo um livro sobre o avô Genoino. Quando perguntei o motivo deste título, ela falou: ‘Porque o Vôvi é a nossa felicidade, e ele ficou lá preso, fechado, então a nossa felicidade estava fechada. Ainda bem que ele saiu'”.

A entrada para o evento é aberta e o livro de Miruna Genoíno estará à venda para os interessados.

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Desafios da comunicação pública no Brasil

comunicação pública

O conservadorismo avança e a democracia está cada vez mais ameaçada. E sabemos que não pode existir democracia real sem a efetiva democratização dos meios de comunicação.

Em se tratando de um país no qual metade da população não tem acesso à internet, como é no Brasil, garantir o direito de todas e todos a uma informação não manipulada por interesses político-econômicos é mais importante ainda. E alternativas existem.

Uma das principais ferramentas na consolidação da pluralidade de vozes nas mídias brasileiras é a comunicação pública, que vem sendo sistematicamente atacada neste último período de ruptura democrática no país.

O governo federal de Michel Temer, em menos de um ano de existência, acabou com o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que garantia participação da sociedade civil na construção das diretrizes do conteúdo veiculado pela empresa que concentra as principais iniciativas de comunicação pública no Brasil. Interviu diretamente no mandato do presidente da EBC, destituindo o então presidente Ricardo Melo para colocar em seu lugar Laerte Rímoli, nome alinhado ao governo. A perseguição aos jornalistas que ousam divergir da linha editorial imposta pelo governo só cresce.

O desmonte da EBC e das experiências de comunicação pública no Brasil caminha a passos largos. Para discutir isso, o CA Lupe Cotrim – CALCorganiza, em parceira com o FNDC Democratização da Comunicação, um debate no próximo dia 17 de abril (quarta-feira), a partir das 18h no Auditório Freitas Nobre, no CJE.

Debatedores:

– Rita Freire, ex-presidenta do Conselho Curador da EBC

– Laurindo Leal Filho, o Lalo, jornalista, professor da ECA-USP e apresentador na TV Brasil

– Ana Claudia Mielke, pesquisadora e integrante do Coletivo Intervozes

– Eliane Gonçalves, jornalista da EBC e ex-representante dos trabalhadores da empresas no Conselho Curador, mestre em Direitos Humanos e outras legitimidades pelo Diversitas/USP

– Camilo Vannuchi (mediador), pesquisador na ECA-USP sobre a comunicação como direito humano e as diretrizes para um marco regulatório dos meios no Brasil

Onde: Auditório Freitas Nobre, no Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP

Quando: 17 de maio, às 18h

O debate é uma das etapas preparatórias em São Paulo para o 3º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação, que acontecerá em Brasília entre os dias 26 e 28 de maio e reúne diversas entidades que discutem e se organizam em defesa do direito à comunicação no país.

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O dia em que Lula nocauteou a Rede Globo

lula

De Renata Mielli, no Midia NINJA

Durante toda esta quarta-feira, acompanhei a cobertura que a Rede Globo (e seu braço pago, a GloboNews) fez sobre o depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro. Jornalistas e comentaristas animados, esfuziantes até, gargalhavam muitas vezes, fazendo os prognósticos sobre o depoimento. Mas toda essa euforia deu lugar à depressão. Sem tempo de editar os primeiros vídeos disponibilizados pela Justiça Federal – o que ocorreu por volta das 20 horas – e certa de que eles iriam terminar por afundar Lula e consagrar a Lava Jato e Sérgio Moro, a Globo arriscou e levou as imagens ao ar sem edição. Cometeu um grande erro. Lula nocauteou a Globo no 1º round.

No Bom dia Brasil, a emissora se concentrou nos preparativos e acompanhou o “Dia de Lula”. Flashs mostravam Lula e Dilma se deslocando para Curitiba e o esquema de segurança armado ao redor da sede do Tribunal de Justiça.

A GloboNews continuou a cobertura matinal no mesmo rumo, mas com foco maior nos comentários e análises. Nessa primeira etapa do dia, os comentaristas e âncoras especulavam sobre como seria o depoimento. O jornalista Valdo Cruz, mais torcendo do que analisando, chegou a dizer que era importante “prestar atenção no ambiente da sala de interrogação” porque poderia “sair até uma prisão por desacato”.

Outra preocupação da emissora dos Marinho era com os prazos processuais. Cristiana Lobo disse que Moro costuma demorar de 20 a 30 dias para tomar as decisões após os interrogatórios – palavra que a Globo utilizou durante todo dia para salientar que Lula estava em Curitiba como réu, acusado de crimes. Condenado em primeira instância por Moro – já que em nenhum momento se aventou a hipótese de absolvição, aliás Lula está condenado por Moro e pela Globo desde o início da operação – o processo vai para julgamento em segunda instância, o que costuma demorar um ano, de acordo com as previsões de Cristiana Lobo e Valdo Cruz. Ou seja, Lula seria condenado – nunca julgado – entre maio e junho de 2018, o que o tornaria inelegível no período das convenções partidárias para as definições das candidaturas presidenciais.

O discurso martelado ao longo do dia – de que Lula e o PT estão politizando o processo – soou pura demagogia, uma vez que a cobertura fez isso desavergonhadamente, e não só hoje. Aliás, isso foi mais ou menos dito por Anselmo Goés, que assumiu os comentários no período da tarde, sob o comando da sorridente Maria Beltrão, que não conseguiu esconder a empolgação. Qualquer um que ligou a TV na GloboNews nesta quarta-feira, 10, viu um clima no estúdio completamente estranho ao necessário distanciamento de uma cobertura jornalística.

A todo momento, Maria Beltrão lembrava que a defesa de Lula teve negado o pedido para gravar o depoimento e que este pedido não fazia mesmo sentido, porque os trechos do interrogatório seriam enviados para a imprensa divulgar como tem sido feito até agora. A expectativa de todos no período da tarde se concentrou no acesso aos vídeos, como se eles fossem o grande ápice de todo o processo de condenação pública de Lula.

Aos poucos, a GloboNews começou a mostrar imagens das manifestações “pró-Lula” e “pró-Lava Jato”. A diferença numérica era impossível de disfarçar. “Apesar de poucos estão bem animados”, repetiam os jornalistas, se referindo às poucas mais de 20 pessoas que estavam no Centro Cívico de Curitiba. Sobre as milhares de pessoas reunidas em frente à Universidade Federal do Paraná em apoio ao Lula, os comentários maldosos eram “quem será que está pagando”, “de onde saiu o dinheiro para aquela mobilização”.

No final da tarde, ficou nítida a preocupação da equipe de jornalistas da GloboNews com a demora para o encerramento do depoimento. Para a emissora, que transmite conteúdo noticioso em toda a sua programação, isso não é necessariamente um problema. Então, porque a apreensão? Estavam preocupados na verdade com o carro chefe da empresa, o Jornal Nacional. Se o depoimento se alongasse o JN não teria conteúdo para noticiar.

Mas eis que as 19:54 minutos a GloboNews veicula o primeiro vídeo disponibilizado pela equipe de Moro, com trechos do depoimento onde o juiz faz perguntas a Lula sobre o triplex. E para a decepção de todos o que se viu não foi um Lula agressivo – como eles alardearam durante todo o dia – ou um Lula fazendo discurso político, ou um tom beligerante. O primeiro trecho de cerca de 8 minutos do depoimento mostrou o inverso disso. Lula respondendo perguntas pontual e calmamente diante de um Juiz que não apresentou nenhuma prova contra ele. Após a exibição deste primeiro trecho era visível a consternação dos 6 jornalistas que estavam ao vivo, e que tentaram driblar as imagens, dizendo que Lula estava objetivo graças ao preparo de Sérgio Moro.

Imediatamente voltei para o Jornal Nacional que acabara de começar. Bonner e Renata Vasconcelos estavam atônitos. Mas seguiram na linha de levar ao ar os vídeos sem edição. Os pouco mais de 15 minutos de trechos do depoimento que foram exibidos durante o JN já foram suficientes para mostrar que “o ambiente na sala de interrogação” foi totalmente inverso do que a Globo esperava: de um lado do ringue um Lula seguro, calmo e objetivo, respondendo a todas as perguntas. Do outro lado um juiz sem provas, com documentos sem assinaturas e de origem desconhecida.

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FLula%2Fvideos%2F1313332908735706%2F&show_text=0&width=560

Pior ainda, nas considerações finais de Lula – momento em que o ex-presidente fez sua defesa e que não foi exibida pelo JN – ele denuncia todo o julgamento midiático do qual tem sido vítima e coloca a mídia e a Globo para dentro da sala do interrogatório. “A imprensa é o principal julgador desse processo”.

Ele citou dados que demonstram como a cobertura da mídia foi seletiva. Desde março de 2014, segundo levantamento apresentado pelo ex-presidente, foram 25 capas da Isto É, 19 da Veja e 11 da revista Época todas contra Lula. Nos jornais impressos, foram veiculadas na Folha de São Paulo 298 matérias contra Lula e apenas 40 favoráveis, “tudo com informações vazadas da Polícia Federal e Ministério Público”, disse Lula; no jornal O Globo foram 530 contra Lula e e 8 favoráveis, e no Estadão foram 318 contrárias e 2 favoráveis. Já o Jornal Nacional veiculou 18 horas e quinze minutos contra Lula nos últimos 12 meses. Ele também denuncia os vazamentos previlegiados à Rede Globo e ao Jornal Nacional.

A Globo e o oligopólio midiático perderam feio a aposta de que Moro seria o grande vencedor da luta anunciada para o dia dez de maio. No ringue armado pela mídia semana passada, quem ganhou de nocaute no primeiro assalto foi Lula. Claro que eles vão tentar melar o resultado e terão tempo de assistir as 5 horas de depoimentos para escolher os melhores momentos para veicular sistematicamente e tentar mudar o placar. Mas a luta em do Estado Democrático de Direito e do devido processo legal saiu na frente. Vamos aguardar as próximas rodadas.

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LULA, A MORO: ‘IMPRENSA É O PRINCIPAL JUIZ DESSE PROCESSO’

Fonte: Barão de Itararé

Todos os holofotes do país se voltaram para Curitiba na quarta-feira (10), dia e local onde ocorreu o depoimento de cinco horas de duração do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro, sobre o famigerado caso do triplex no Guarujá. O espetáculo midiático promovido em torno do acontecimento, também responsável por turbinar a figura de Moro e alavancar a Operação Lava Jato, foi objeto de duras críticas de Lula, em especial durante suas considerações finais.

“A imprensa é o principal julgador disso tudo”, afirmou o ex-presidente. “Sei que você dará a decisão final, como juiz, mas nenhum cidadão brasileiro aguentaria o que eu estou aguentando. É só ligar em qualquer jornal”. Para justificar a tese de que sofre um massacre por parte da imprensa hegemônica, Lula apresentou números contundentes. “Só nos últimos 12 meses, foram 18 horas e 15 minutos de matérias negativas no Jornal Nacional. São 12 partidas de futebol”, calcula. “Estou citando o Jornal Nacional porque é o mais importante, mas podia pegar o ‘Bom Dia Café’, ‘Bom Dia Almoço’, ‘Bom Dia Janta’, Jornal das 10, em todos os canais de televisão”, ironiza.

50 mil prestaram solidariedade Lula, segundo Frente Brasil Popular. PM e imprensa falam em 4 mil. Foto: Ricardo StuckertO ex-presidente seguiu a contabilidade do calvário diário produzido contra ele pelos grandes meios de comunicação: “De março de 2014 pra cá, foram 25 capas na IstoÉ, 19 na Veja e 11 na Época, todas me demonizando. Na Folha de S. Paulo, foram 298 matérias contra mim e só 40 favoráveis. No jornal O Globo, ‘que é meu amigo’, foram 530 matérias negativas e apenas oito favoráveis. Já no Estadão, ‘que é mais amigo ainda’, foram 318 matérias contrárias e duas favoráveis”.

Interrompido por Moro em diversas ocasiões, que chamava a sua atenção sobre suas considerações finais fugirem do tema da investigação, Lula discordou: “Não foge do tema, doutor. Esse é o problema. (…) Adotou-se uma política de, primeiro, a imprensa criminalizar a pessoa. Ninguém acusado na Lava Jato é atacado nem 10% do que eu sou”, desabafou. “Só quero que parem com ilações e digam qual o crime que cometi, com provas. Não basta levantarem uma tese e massacrarem a pessoa nos meios de comunicação”.

Moro tentou minimizar o papel da mídia na Lava Jato e no julgamento de Lula, argumentando que o processo seria regido apenas de acordo com as leis e as provas. Lula foi à carga “O fato é que muitos ficam sabendo de tudo o que está acontecendo três dias antes. Eu poderia citar o Fausto [Macedo], do Estadão, poderia citar a Veja e até um tal blog que fica nos Estados Unidos e o cidadão sabe três dias antes o que vai acontecer”, dispara. “Enquanto isso, meu advogado precisa implorar pra saber. Há um interesse de vazar, pois esse julgamento é midiático”.

Para Lula, mais que o prejuízo político, o linchamento na imprensa tem sérias consequências também para os familiares da vítima. “Que a imprensa desse essas matérias depois de o cidadão ser julgado e condenado”, diz. “Meu problema não são os meus adversários, são meus netos, de quatro e cinco anos, que sofrem bullying todo dia e me perguntam”.

“Como isso vai acabar se o Lula for inocente, se não cometeu o crime que tanto dissemos que ele cometeu? O que diremos ao nosso espectador?”, indaga o ex-presidente. “As pessoas, meus acusadores, nunca tiveram 10% do respeito que tenho por eles”. O objetivo dessa cruzada midiática, de acordo com ele, é massacrá-lo. “É como se o Lula estivesse sendo procurado vivo ou morto. (…) Parece que tenho que pagar pelo pecado de existir, de provar que esse país pode dar certo”.

Assista ao trecho do depoimento em que estão praticamente todas as informações desta matéria:

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Combate ao assédio de jornalistas é pauta de reivindicação nas Campanhas Salariais

Fonte: SindJorSP

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade de Gênero do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) organizou uma enquete para retratar o impacto dos assédios sexual e moral sobre a categoria.

A partir do levantamento de dados, o SJSPP visa melhorar as condições para debater amplamente o problema, proteger as mulheres e homens jornalistas vítimas de assédio e para cobrar das empresas de comunicação medidas de combate.

Participe da pesquisa acessando http://bit.ly/EnqueteAssedio. A pesquisa é objetiva e rápida, podendo ser respondida em menos de cinco minutos, e o sigilo é garantido.

A pauta de reivindicações da Campanha Salarial de Jornais e Revistas da Capital 2017-2018, entregue às empresas no último 24 de abril, foi a primeira a ser apresentada com nova redação sobre o tema. A cláusula também será incluída na pauta de Jornais e Revistas do Interior, já aprovada em assembleia, e deve fazer parte das próximas campanhas dos demais segmentos (Rádio e TV, Internet).

Apesar da luta do SJSP, que há anos vem pressionando os empresários nas mesas de negociação, a atual Convenção Coletiva de Jornais e Revistas da Capital tem uma redação ainda genérica: As empresas promoverão regularmente, palestras e campanhas de conscientização contra a prática de assédio moral e sexual, a todos empregados“.

Assim, na busca por avanços, a redação da cláusula na pauta da Campanha Salarial que se inicia é mais enfática quanto à abordagem da questão.

Pressão e mobilização contra o assédio

Uma das preocupações da direção do Sindicato foi a de separar a forma de encarar o assédio moral do sexual. O primeiro é uma prática de abuso dentro do local de trabalho, associada ao desrespeito aos direitos trabalhistas e à pressão pela produtividade, e por isso a entidade cobra a responsabilidade das empresas. A forma encontrada foi a de oficializar um canal de denúncias, como hoje existe em vários sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Já o assédio sexual é crime e precisa ser tratado como tal. Neste caso, a principal preocupação é que a vítima possa se sentir segura e protegida para fazer a denúncia contra o assediador, e a reivindicação é pela proteção que a empresa precisa garantir às vítimas.

Em ambos os casos, sejam mulheres ou homens jornalistas vítimas de assédio, o intuito é combater as práticas, exigindo apuração e punição.

Os e as sindicalistas destacam que, por enquanto, trata-se de uma proposta apresentada pelos jornalistas às empresas. Contudo, para pressionar e fazer com que a cláusula passe a fazer parte da próxima Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), haverá uma reunião aberta a participação de todos os e as jornalistas, no próximo dia 22 de maio (segunda-feira), às 20h, no auditório Vladimir Herzog, na sede do Sindicato, à Rua Rego Freitas nº 530, sobreloja, centro da capital.

Veja abaixo a íntegra das cláusulas com reivindicação sobre o assédio:

“CLAUSULA 41ª – ASSÉDIO MORAL 

Para prevenir e combater a prática de assédio moral no local de trabalho, as empresas e o Sindicato dos Jornalistas estabelecem o seguinte Procedimento de Combate ao Assédio Moral.

Parágrafo 1º – O sindicato profissional disponibilizará canal específico aos jornalistas para o encaminhamento de denúncias, reclamações, sugestões e pedidos de esclarecimento.

Parágrafo 2º – O encaminhamento e a solução das questões suscitadas observarão os seguintes procedimentos:

a) apresentação de denúncias, reclamações e pedidos de esclarecimento, devidamente fundamentados, por parte do empregado, ao sindicato;

b) a apuração dos fatos, por parte da empresa, deverá ser concluída em até 60 dias corridos a partir da apresentação da questão pelo sindicato. Neste período, não poderá haver qualquer divulgação do fato denunciado e dos nomes envolvidos, nem pelo sindicato, nem pela empresa;

c) ao final da apuração, a empresa presta esclarecimentos ao sindicato profissional, dos fatos apurados e das medidas tomadas caso a denúncia se confirme;

d) ao sindicato profissional fica garantido acesso a todas as informações apuradas;

e) a denúncia encaminhada pelo sindicato à empresa poderá preservar o nome do denunciante.

Parágrafo 3º – Compete ao sindicato profissional signatário decidir sobre o encaminhamento, ou não, da denúncia a ele formulada.

 

CLAUSULA 42ª – PROTEÇÃO À VITIMA DE ASSÉDIO SEXUAL 

Os jornalistas profissionais que, vítimas de assédio sexual, realizarem denúncia formal ao Poder Público, passam a fazer jus às seguintes medidas de proteção:

a) garantia de sigilo por parte da empresa, que não divulgará nome ou qualquer informação que possa identificar a vítima, sem a anuência desta;

b) impedimento de demissão imotivada até a conclusão do inquérito, sendo que no caso deste ser convertido em ação penal, o impedimento durará 12 meses a partir da data do recebimento da denúncia pela Justiça;

Parágrafo 1º – As medidas de que tratam este artigo serão garantidas tantos aos empregados que denunciem casos de assédio sexual no local de trabalho da empresa, como aqueles acontecidos no cumprimento das pautas jornalísticas

Parágrafo 2º – Confirmado assédio na ação penal, o assediador deverá ser punido nos termos da legislação trabalhista.”

Escrito por: Redação – Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

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CryptoRave 2017 será nos dias 5 e 6 de maio

Este ano o evento bateu recorde de apoiadores, foram mais de 600, e de número de atividades inscritas (130), mais do que o dobro de 2016!

Após superar a meta de arrecadação e alcançar 116% do valor solicitado em plataforma de financiamento coletivo, a CryptoRave está confirmada e chegará a sua quarta edição. Este ano, o evento acontecerá nos dias 5 e 6 de maio em São Paulo. Além do recorde de pessoas que contribuíram no financiamento coletivo (601), a CryptoRave este ano ainda registrou o dobro de inscrições de atividades – todas enviadas pela web – em relação a 2016. Foram mais de 140 atividades inscritas, organizadas ao longo das 24hs de programação, disponível no site do evento.

Entre as pessoas confirmadas para mesas da quarta edição do evento centrado em criptografia, segurança, vigilância digital, privacidade e tecnologias correlatas, está o jornalista norte-americano James Bamford, especialista em agências de vigilância e em ciberguerra. Outra participante internacional é a mexicana Lili Anaz, pesquisadora e ativista em auto-defesa na web e desenvolvedora de tecnologias livres, com perspectiva hackfeminista, no âmbito do Laboratório de Interconectividades.

Também está confirmada a presença da ativista Sasha Costanza-Chock, que leciona Mídia Civil no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. Atualmente coordena o DiscoTech, oficinas livres, abertas e multissetoriais para pessoas explorarem, compartilharem e discutirem experiências com vigilância. Nas Discotech as pessoas estudam ferramentas, sistemas e histórias de vigilância e entendem como esses sistemas são direcionados, desproporcionalmente, a pessoas negras, trabalhadoras, imigrantes, ativistas, etc.

Intrigeri, um dos principais desenvolvedores do Tails, sistema operacional seguro que trafega todos os dados pela Rede Tor, utilizado por Edward Snowden para coletar, enviar e revelar ao mundo as práticas de vigilância da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) norte-americana, também marcará presença na edição 2017 da CryptoRave.

Para atender aos mais diversos públicos, este ano haverá um debate sobre jornalismo investigativo e independente e sua importância para a divulgação das ameaças ao direito à privacidade, com a presença da advogada e ativista Joana Varon, fundadora e diretora da Coding Rights, think tank criado por mulheres brasileiras para debater privacidade, e Andrew Fishman, repórter e editor do website de notícias The Intercept, fundado por Glenn Greenwald, jornalista especialista em privacidade que publicou as denúncias de vigilância massiva pela NSA com base nos documentos da agência coletados por Snowden.

 

Sobre a CryptoRave

Inspirada no movimento das CryptoParties – eventos para a troca de chaves de cripotografia – a CryptoRave surgiu no Brasil como um esforço coletivo para difundir os conceitos, a cultura e as ferramentas relacionadas à privacidade e liberdade na Internet. Chegando a sua quarta edição este ano, a CryptoRave se consolidou como o maior evento aberto e gratuito deste tipo no mundo. O evento conta com mesas redondas, palestras e oficinas para aprofundar e qualificar o debate sobre proteção da privacidade na Internet como um direito e fundamento essencial à democracia. Ao final de 24 horas de atividades, uma grande festa fecha a edição deste ano.

O evento é organizado por Actantes, Encripta Tudo, Escola de Ativismo, Intervozes, Saravá e ativistas e hackers independentes, em defesa do direito à privacidade e do desenvolvimento de tecnologias de auto-defesa cidadã em meio ao cenário de coleta massiva de dados. O custeio ocorre por meio de financiamento coletivo e por doações de entidades, seguindo o código de ética disponível no site da CryptoRave.

 

Serviço
A partir das 19h do dia 05 até as 20h do dia 06 de maio de 2017
Local: Casa do Povo
Endereço: Rua Três Rios, 252 – Bom Retiro, São Paulo – SP
Entrada gratuita

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Espetáculo midiático de João Dória em São Paulo é tema de debate no Barão de Itararé

Fonte: Barão de Itararé

Passados mais de cem dias de governo do tucano João Dória, o jeito de comunicar do novo prefeito salta aos olhos. Salta tanto que tenta omitir os retrocessos da gestão que tem buscado dissolver conquistas que foram implantadas pela equipe de Fernando Haddad.
Para ajudar nesse debate, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé convidou a ex vice-prefeita, Nádia Campeão (PCdoB), o vereador Antonio Donato (PT), a vereadora Samia Bonfim (PSOL) e o presidente do Sindicato dos Servidores Municipal (Sindsep), Sérgio Antiqueira.
A atividade busca refletir quais são as principais políticas públicas atingidas neste primeiro momento da gestão tucana, os efeitos desses ataques e também buscar unidade de ação das forças progressistas e democráticas para defender a cidade de São Paulo.
Haverá transmissão ao vivo pelo site/redes do Barão de Itararé.
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Cobertura Histórica de Todas as Greves Gerais do Brasil

Fonte: Jornalistas Livres 

Sabem o que é Ombudsman?

É o jornalista que analisa se a cobertura do jornal é correta, equilibrada ou não. Esse cargo é como a corregedoria de polícia, que investiga a ação da própria polícia.

A imagem é a análise da Omdusman da Folha sobre a cobertura bizarra da greve geral na própria e no resto da imprensa: “O bom jornalismo aderiu a greve. Não apareceu para trabalhar.”

A sensata afirmação ao final do texto, conclui a análise de que não foi feita uma cobertura digna, levantando números de outras greves gerais, impactos na economia, número geral de trabalhadores parados… enfim, serviu somente de panfleto para afirmar (e utilizar a cobertura para tentar provar a hipótese) que a greve fracassou.

Não se fez o ponto e contra-ponto, mas sim criou-se uma hipótese e uma cobertura toda feita para provar a tal hipótese. Em suma concordamos com a Ombudsman da Folha “O bom jornalismo aderiu a greve.”

PORTANTO, ESTAMOS LISTANDO ABAIXO UM LEVANTAMENTO HISTÓRICO DE TODAS AS GREVES GERAIS NO BRASIL PÓS DITADURA.

Esperamos que sirva para suprir o vácuo apontado pela Ombudsman da Folha:

12 DE DEZEMBRO DE 1986

A greve geral foi convocada pela CUT e CGT (Central Geral dos Trabalhadores) em defesa dos salários, pelo congelamento geral dos preços, em defesa das estatais, contra o Plano Cruzado e o pagamento da dívida externa. Contou com a adesão de 25 milhões de trabalhadores/as que realizaram manifestações por todo o País, em algumas regiões, como no ABC paulista, a paralisação foi total.

20 DE AGOSTO DE 1987

A greve geral, organizada pela CUT e CGT, protestava contra o Plano Bresser que arrochava os salários. Milhões de trabalhadores/as, novamente, cruzaram os braços em todo o País. Em várias capitais e grandes cidades ocorreram manifestações

14 E 15 DE MARÇO DE 1989

A CUT e a CGT se uniram para a realização desta greve geral contra o plano econômico denominado Plano Verão, a recessão e o desemprego, pela recuperação das perdas salariais e o reajuste mensal de salários de acordo com a inflação, além do congelamento real dos preços dos produtos de primeira necessidade. Cerca de 35 milhões de trabalhadores/as aderiram ao movimento com grandes manifestações nas capitais e regiões metropolitanas

22 E 23 DE MAIO DE 1991

Convocada pela CUT, Confederação Geral dos Trabalhadores e Central Geral dos Trabalhadores, exigia reposição das perdas salariais, garantia de emprego, defesa dos serviços públicos, reforma agrária, fim dos aumentos abusivos nos preços dos aluguéis e prestações da casa própria e a defesa da democracia. Várias categorias paralisaram suas atividades em todo o País, envolvendo cerca de 19,5 milhões de trabalhadores.

21 DE JUNHO DE 1996

A greve nacional contra as políticas neoliberais de FHC foi deflagrada com sucesso em todo o País. Organizada pela CUT, CGT e Força Sindical, tinha como principais reivindicações: emprego, salário, aposentadoria digna, reforma agrária e manutenção dos direitos sociais dos trabalhadores/as. Aproximadamente 12 milhões de trabalhadores/as paralisaram os serviços em todo o Brasil.

28 DE ABRIL DE 2017

Greve Geral contra a reforma trabalhista e previdenciária, retirada de direitos e contra o golpe. Trabalhadores pararam atividades em pelo menos 206 cidades, incluindo todas as capitais. Aeroportos domésticos tiveram a maior parte dos voos atrasados ou cancelados. Rodovias nacionais interditadas e repressão violenta das polícias militares, em especial na capital do Rio de Janeiro. Estimativa do DIEESE é que 40 milhões de trabalhadores não compareceram ao trabalho. Mais de 50 plataformas de petróleo pararam a produção, assim como siderúrgicas e demais industrias de base. Adesão massiva na paralisação parcial ou total dos transportes públicos na maior parte das capitais. Impacto na economia ainda não estimado. Convocaram o ato todas as 9 Centrais Sindicais, incluindo CUT, CTB e Força Sindical (que juntas controlam 90% dos sindicatos), além de 2 Frentes Nacionais de movimentos sociais (Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo).

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