Cobertura Histórica de Todas as Greves Gerais do Brasil

Fonte: Jornalistas Livres 

Sabem o que é Ombudsman?

É o jornalista que analisa se a cobertura do jornal é correta, equilibrada ou não. Esse cargo é como a corregedoria de polícia, que investiga a ação da própria polícia.

A imagem é a análise da Omdusman da Folha sobre a cobertura bizarra da greve geral na própria e no resto da imprensa: “O bom jornalismo aderiu a greve. Não apareceu para trabalhar.”

A sensata afirmação ao final do texto, conclui a análise de que não foi feita uma cobertura digna, levantando números de outras greves gerais, impactos na economia, número geral de trabalhadores parados… enfim, serviu somente de panfleto para afirmar (e utilizar a cobertura para tentar provar a hipótese) que a greve fracassou.

Não se fez o ponto e contra-ponto, mas sim criou-se uma hipótese e uma cobertura toda feita para provar a tal hipótese. Em suma concordamos com a Ombudsman da Folha “O bom jornalismo aderiu a greve.”

PORTANTO, ESTAMOS LISTANDO ABAIXO UM LEVANTAMENTO HISTÓRICO DE TODAS AS GREVES GERAIS NO BRASIL PÓS DITADURA.

Esperamos que sirva para suprir o vácuo apontado pela Ombudsman da Folha:

12 DE DEZEMBRO DE 1986

A greve geral foi convocada pela CUT e CGT (Central Geral dos Trabalhadores) em defesa dos salários, pelo congelamento geral dos preços, em defesa das estatais, contra o Plano Cruzado e o pagamento da dívida externa. Contou com a adesão de 25 milhões de trabalhadores/as que realizaram manifestações por todo o País, em algumas regiões, como no ABC paulista, a paralisação foi total.

20 DE AGOSTO DE 1987

A greve geral, organizada pela CUT e CGT, protestava contra o Plano Bresser que arrochava os salários. Milhões de trabalhadores/as, novamente, cruzaram os braços em todo o País. Em várias capitais e grandes cidades ocorreram manifestações

14 E 15 DE MARÇO DE 1989

A CUT e a CGT se uniram para a realização desta greve geral contra o plano econômico denominado Plano Verão, a recessão e o desemprego, pela recuperação das perdas salariais e o reajuste mensal de salários de acordo com a inflação, além do congelamento real dos preços dos produtos de primeira necessidade. Cerca de 35 milhões de trabalhadores/as aderiram ao movimento com grandes manifestações nas capitais e regiões metropolitanas

22 E 23 DE MAIO DE 1991

Convocada pela CUT, Confederação Geral dos Trabalhadores e Central Geral dos Trabalhadores, exigia reposição das perdas salariais, garantia de emprego, defesa dos serviços públicos, reforma agrária, fim dos aumentos abusivos nos preços dos aluguéis e prestações da casa própria e a defesa da democracia. Várias categorias paralisaram suas atividades em todo o País, envolvendo cerca de 19,5 milhões de trabalhadores.

21 DE JUNHO DE 1996

A greve nacional contra as políticas neoliberais de FHC foi deflagrada com sucesso em todo o País. Organizada pela CUT, CGT e Força Sindical, tinha como principais reivindicações: emprego, salário, aposentadoria digna, reforma agrária e manutenção dos direitos sociais dos trabalhadores/as. Aproximadamente 12 milhões de trabalhadores/as paralisaram os serviços em todo o Brasil.

28 DE ABRIL DE 2017

Greve Geral contra a reforma trabalhista e previdenciária, retirada de direitos e contra o golpe. Trabalhadores pararam atividades em pelo menos 206 cidades, incluindo todas as capitais. Aeroportos domésticos tiveram a maior parte dos voos atrasados ou cancelados. Rodovias nacionais interditadas e repressão violenta das polícias militares, em especial na capital do Rio de Janeiro. Estimativa do DIEESE é que 40 milhões de trabalhadores não compareceram ao trabalho. Mais de 50 plataformas de petróleo pararam a produção, assim como siderúrgicas e demais industrias de base. Adesão massiva na paralisação parcial ou total dos transportes públicos na maior parte das capitais. Impacto na economia ainda não estimado. Convocaram o ato todas as 9 Centrais Sindicais, incluindo CUT, CTB e Força Sindical (que juntas controlam 90% dos sindicatos), além de 2 Frentes Nacionais de movimentos sociais (Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo).

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